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Psicólogo Rafael Lourenço

Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental
Especialista em Ansiedade, Pânico e Depressão
Terapia Online e Imersões Terapêuticas

Tudo o que você precisa saber sobre...

Por que o remédio não resolve sua ansiedade?

  • 18 de mar.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 24 de mar.


Muitas pessoas chegam aqui porque acabaram de sair do médico com uma receita na mão —e antes de começar o medicamento, decidiram pesquisar melhor. Ou então, você já está tomando remédio... mas então, por que a ansiedade continua voltando?

Nesse momento, dúvidas como essas costumam aparecer:

  • “Existe outra forma de tratar isso?”

  • “Será que eu realmente preciso tomar isso?”

  • “Esse remédio vicia?”

  • “Vou ter que usar pra sempre?”


Se você está nesse ponto, saiba que você não está sozinho. E buscar entender antes de tomar qualquer decisão já é um passo importante.


  • Você pode já ter começado a medicação e estar em dúvida

  • Pode estar se sentindo dependente para ficar “bem”

  • Ou simplesmente quer entender melhor antes de dar o próximo passo

Seja qual for o seu caso, esse pode ser o conteúdo mais importante que você vai ler sobre isso.



Como funcionam os remédios para ansiedade?


Medicamentos mais comuns para ansiedade, os ansiolíticos benzodiazepínicos, agem diretamente no sistema nervoso central.


Eles aumentam o efeito de um neurotransmissor chamado GABA, que basicamente “desacelera” o cérebro. Como resultado você se sente mais relaxado, redução da tensão e sensação de alívio

E sim — isso pode ajudar bastante no curto prazo.




Mas existe um ponto que quase ninguém explica.


Ansiedade

O remédio não trata a origem da ansiedade.

Ele reduz os sintomas…mas não resolve o que está gerando o estado de alerta no seu corpo.

É por isso que muitas pessoas percebem que:

  • os sintomas retornam

  • precisam de acompanhamento contínuo

  • ou sentem dificuldade de lidar sem apoio externo



A evolução da sua ansiedade


Talvez tenha começado com sintomas leves… Uma preocupação constante, dificuldade para relaxar, pensamentos acelerados.

Depois vieram os sintomas mais intensos:

  • coração disparado

  • falta de ar

  • sensação de perda de controle

  • medo de morrer ou de enlouquecer


Em muitos casos, isso evolui para crises semelhantes à síndrome do pânico. E então vem a tentativa mais comum: o uso de medicação. Mas aí surge a frustração…


“Eu tomo remédio… mas a ansiedade não vai embora.”

“Parece que só segura, mas não resolve.”

“Quando passa o efeito, tudo volta.”


Se isso está acontecendo com você, é importante entender uma coisa fundamental: O problema não está em você — está na forma como a ansiedade está sendo tratada.



O que o remédio faz (e o que ele não faz)


A medicação pode ser muito importante em alguns casos. Ela atua principalmente em:

  • reduzir a intensidade dos sintomas

  • estabilizar o sistema nervoso

  • diminuir a frequência das crises


Ou seja, ela ajuda a controlar o estado emocional. Mas existe algo que ela não resolve: a origem da ansiedade


O remédio não muda:

  • a forma como sua mente reage

  • os padrões de pensamento

  • os gatilhos emocionais

  • o acúmulo de tensão interna


Por isso, muitas pessoas sentem que estão “funcionando melhor”… mas continuam presas no mesmo ciclo.


O ciclo que prende muitas pessoas


A ansiedade que não melhora geralmente segue um padrão:

  1. A pessoa começa a viver em estado de alerta constante

  2. O corpo fica tenso e sensível

  3. Surgem sintomas físicos

  4. A mente interpreta como perigo

  5. O medo aumenta

  6. O corpo reage ainda mais

  7. A causa continua lá

  8. A ansiedade volta


Mesmo com remédio, esse ciclo continua acontecendo internamente. Com o tempo, o corpo pode até ficar mais sensível ao estresse.


O que realmente está por trás da ansiedade?


Sistema de alarme desregulado

Muita gente acredita que o problema são as crises. Mas, na maioria dos casos, o que sustenta tudo é algo mais silencioso:

  • ansiedade o dia inteiro

  • sensação de estar sempre no limite

  • pensamento acelerado

  • dificuldade de relaxar


Esse estado contínuo vai “preparando o terreno” para novas crises. O pânico não surge do nada. Ele é o ápice de um sistema emocional sobrecarregado.



Então qual é o ponto central?


O objetivo não é apenas aliviar o sintoma. Mas entender o que mantém esse padrão ativo. O tratamento não pode ser focado em: diminuir os sintoma e sim em reestruturar o funcionamento emocional. Sem trabalhar a raiz, o cérebro continua interpretando situações como ameaça.

E o corpo continua reagindo.


O remédio não é o vilão. Ele pode ser útil, principalmente em momentos mais intensos. O problema é quando ele se torna a única estratégia. Porque aí você fica sem ferramentas para lidar com a ansiedade de verdade.

Se você sente que:

  • sua ansiedade não passa

  • você depende de algo para se sentir bem

  • sua mente não desacelera

  • vive com medo de ter uma crise

Isso não significa que você está “travado” ou que não tem solução. Significa apenas que o tratamento ainda não foi completo.


Existe outra forma de cuidar da ansiedade (de forma integrada)


Psicólogo Rafael Lourenço

Hoje, uma abordagem mais completa tem ganhado espaço — olhando não só para o sintoma, mas para o funcionamento do corpo como um todo. Em muitos casos, é possível trabalhar a ansiedade (e outros quadros como pânico e depressão) através de um plano que envolve:

  • ajuste de vitaminas e nutrientes

  • equilíbrio hormonal

  • regulação do sono e do sistema nervoso

  • acompanhamento psicológico estruturado


E, além disso, com suporte psiquiátrico responsável.


Essa abordagem não exclui a medicina tradicional —ela integra diferentes frentes para atuar na causa do problema.


Por que isso faz diferença?


Porque o seu estado emocional não depende de uma coisa só. Ele envolve:

  • cérebro

  • corpo

  • hábitos

  • interpretação mental

  • e respostas fisiológicas

Quando você trata tudo isso de forma alinhada, o corpo começa a sair do estado de alerta constante.


 Talvez você se identifique com isso:

remedio para ansiedade

  • sente ansiedade mesmo tomando remédio

  • tem medo de depender disso para sempre

  • recebeu uma receita, mas ainda está inseguro

  • já tentou “controlar a mente” e não conseguiu

  • vive em estado de tensão constante.


Se sim, saiba que isso é mais comum do que parece. E tem explicação.


O que você pode começar a desenvolver


Mais compreensão sobre sua ansiedade; formas de regular o corpo; estratégias além do alívio imediato; mais autonomia no dia a dia.

 Um acompanhamento mais completo faz toda diferença


Hoje já existem formas de conduzir esse processo com segurança, unindo:

  • acompanhamento psicológico

  • avaliação e orientação psiquiátrica

  • estratégias para equilíbrio do organismo

Inclusive com atuação conjunta entre profissionais, quando necessário. Isso permite um cuidado mais estruturado, respeitando cada fase do processo.


Atenção: Este conteúdo é informativo. Qualquer decisão sobre uso ou ajuste de medicação deve ser feita com acompanhamento médico.


A ansiedade não é fraqueza. E não é algo que você precisa “apenas suportar”. Mas também não é algo que se resolve só mascarando os sintomas. Quando você entende o que está acontecendo no seu corpo… e começa a tratar isso de forma completa… tudo muda.


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