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Psicólogo Rafael Lourenço

Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental
Especialista em Ansiedade, Pânico e Depressão
Terapia Online e Imersões Terapêuticas

Tudo o que você precisa saber sobre...

Quando a ANSIEDADE vira DOENÇA - Crise de pânico e ansiedade patológica

22 de out. de 2024
10 min de leitura

Atualizado: 17 de jul.

Preocupação constante, angústia e crises que começam do nada — e rapidamente se tornam frequentes.

A experiência de uma crise de pânico (ou de ansiedade, como é chamada) costuma ser intensa, confusa, muitas vezes, interpretada como um sinal de que algo grave está acontecendo com o corpo e, infelizmente, é mais comum do que se imagina. Entenda o que está acontecendo com você e a melhor forma de tratar os sintomas físicos e o medo de ter uma nova crise.

O que é a síndrome do pânico?


síndrome do pânico
"A Coisa" - um medo extremo que surgia do nada

O terror sem motivo

Marcelo dirigia em uma estrada quando começou a se sentir estranho. Primeiro, uma inquietação difícil de explicar. Depois, um desconforto no estômago. Em seguida, uma sensação crescente de que algo estava muito errado. Em poucos segundos, tudo piorou. O coração disparou... As mãos começaram a tremer. O suor escorria pelo rosto. A boca ficou completamente seca.
“Em um segundo entrei em um estado de terror absurdo. Meu coração parecia que ia sair pela boca. Eu tremia dos pés à cabeça. Eu tinha certeza que estava morrendo.” Marcelo encostou o carro no acostamento, completamente desesperado. Ele nunca tinha sentido algo parecido. Ele só queria que aquela "Coisa" passasse logo... aquele medo absurdo que surgiu do nada.

Se você se identificou com o desespero do Marcelo ou já passou por uma (ou várias) situações parecidas saiba que compreender o mecanismo da crise é importante, mas o alívio real vem ao mapear isso na sua rotina. Se você está buscando ajuda rápida, você pode clicar aqui para entrar em contato comigo e entender como quebrar esse ciclo de medo com um tratamento individualizado.


A síndrome ou transtorno do pânico é um transtorno de ansiedade caracterizado pelo surgimento súbito, inesperado e, muitas vezes, inexplicável de crises agudas de ansiedade.


Medo extremo e desespero marcam as crises, que são acompanhadas de sintomas físicos e emocionais intensamente assustadores, atingindo seu pico em até 10 minutos. Durante o ataque de pânico, que geralmente é breve (mas pode durar horas), a pessoa sente de forma nítida que está prestes a morrer ou que perdeu completamente o controle de si mesma, acreditando que vai enlouquecer.


Esses sintomas tendem a ser desconcertantes e causar ainda mais ansiedade, o que pode aumentar a frequência de crises. Em alguns casos a pessoa pode seguir sentindo os sintomas da crise por um longo período, o que torna a vivência do pânico ainda mais desgastante e complexa.


Para quem convive com alguém que tem crises de pânico, a situação também é difícil. Familiares costumam dizer: “Mas não tem nada acontecendo. É só se acalmar... Você precisa parar de pensar nisso.” O problema é que quem nunca viveu uma crise não entende o quanto ela pode ser assustadora.


As crises podem se repetir de maneira parecida, várias vezes ao dia, ou demorar semanas, meses, ou até anos para ocorrer novamente. Eles também podem acontecer durante o sono, fazendo a pessoa acordar em crise e gerando, posteriormente, ainda mais medo e ansiedade antes de dormir.

Existem muitos mitos difundidos sobre os sintomas do pânico e até sobre seu tratamento que adiam a melhora ou até pioram o quadro, mas a melhora completa é sim possível e existem protocolos que facilitam e aceleram o tratamento.



Sintomas da síndrome do pânico


O ataque de pânico é o precursor da síndrome do pânico e começa de repente, apresentando pelo menos quatro dos seguintes sintomas. Mas esteja atento, pois não basta somente ter esses sintomas:


Crise d epânico
  • Medo de morrer;

  • Medo de perder o controle e enlouquecer;

  • Despersonalização (impressão de desligamento do mundo exterior) e desrealização (distorção na visão de mundo e de si mesmo que impede diferenciar a realidade da fantasia);

  • Dor e/ou desconforto no peito;

  • Palpitações e taquicardia;

  • Sensação de falta de ar e de sufocamento;

  • Sudorese;

  • Náusea;

  • Desconforto abdominal;

  • Tontura ou vertigem;


  • Ondas de calor e calafrios;

  • Adormecimento e formigamentos;

  • Tremores, abalos e estremecimentos.


Como eu disse anteriormente, não basta somente ter esses sintomas. Você pode ter sintomas de ansiedade e não ter um ataque de pânico. Entenda: você vem sentindo ansiedade há algum tempo, agora seu psicológico começará, movido pelo medo, a interpretar e entender cada sintoma como um perigo maior, uma ameaça maior. Para ter o transtorno, é importante que você tenha alguns dos sintomas listados e tenha os pensamentos de perigo parecidos com os descritos abaixo:


  • Aperto no peito, batimentos cardíacos acelerados e possível pressão alta, agora são sintomas de ansiedade interpretados como:


“Talvez eu esteja tendo um ataque cardíaco”

“Vou enfartar ou ter um AVC”

“Vou morrer, preciso de um médico”.


  • Falta de ar, sensação de sufocação, respiração irregular, agora são interpretados com pensamentos como:


“Eu não consigo respirar direito, sinto como se não tivesse ar suficiente”

“Vou ficar sem ar, vou morrer”

"Será que alguém vai conseguir me ajudar?"


  • Esquecimento, desatenção e perda da concentração, agora são interpretados com pensamentos como:


“Não consigo controlar minha mente”

“Estou ficando muito doente, não estou bem”

“Estou com algum problema no cérebro”


Esses pensamentos são muito comuns (você não está sozinho!!) e são determinantes para diferenciar uma crise ou ataque de pânico de outros quadros. Mudar esses padrões de pensamento exige uma técnica direcionada ao seu histórico de vida. Caso queira saber mais informações sobre como reestruturar esses pensamentos na terapia online, clique aqui para conversarmos.



O Pânico e o tema MORTE


Pânico e medo da morte

Depois de atender individualmente mais de 100 pacientes com esse transtorno, e me tornar um especialista, constatei que a primeira crise tem uma alta probabilidade de ocorrer após a perda de pessoas próximas, como familiares, conhecidos ou amigos íntimos. Isso é o que chamo de Evento Ativador do Pânico.


A perda de um ente querido torna clara a finitude da vida e muitas pessoas com vulnerabilidade ao transtorno, que se encontram em um momento de estresse e ansiedade elevada, acabam tendo o primeiro ataque de pânico, evoluindo ou não para o transtorno de pânico.


O tema morte é um dos pilares essenciais a ser trabalhado de forma delicada e profunda com os pacientes e clientes dentro do consultório, para que eles recuperem o controle da própria vida e se libertem das crises.



Estado de Alerta Máximo


A incerteza sobre quando ou se ocorrerá uma nova crise gera um estado de tensão constante, que poderá levar ao desenvolvimento de outras fobias. A mais comum é a agorafobia, um distúrbio de ansiedade caracterizado pelo medo de estar em locais abertos e cheios de pessoas, ou em espaços fechados dos quais uma pessoa não consiga escapar ou ter socorro médico caso venha a ter um ataque de pânico.


Quais são as causas da síndrome do pânico?


A ciência médica e psicológica ainda não consegue apontar uma causa exata para se desenvolver um quadro de síndrome do pânico. Acredita-se que fatores genéticos e ambientais, estresse acentuado, uso abusivo de certos medicamentos, drogas e álcool possam estar envolvidos, ou seja, alguns fatores são apontados como necessários para que o transtorno aconteça. Uma causa importantíssima, que não pode ser minimizada, é o estilo de vida ansioso, ou seja a ansiedade constante e recorrente, que pode acabar se tornando uma crise.


Se você sofre com o Pânico, precisa ter em mente 3 comportamentos que você faz e que te deixa vulnerável a ter NOVAS CRISES. Eles devem ser trabalhados o quanto antes em terapia ou em programas terapêuticos para diminuírem a incidência de novas crises.


  • Hipervigilância - quando você presta muita atenção no seu corpo, nos seus batimentos, na sua visão e em todo tipo de desconforto ou incômodo que você possa estar sentindo. Isso te deixa suscetível a ter um ataque.


  • Interpretar sensações corporais e de vida de forma catastrófica - quando você pensa que as coisas são horríveis, terríveis e insuportáveis seu psicológico fica preparado para ter um ataque. Adequar a forma como vê as coisas e aumentar sua confiança de que conseguirá vencer o que quer que aconteça, ajuda a desarmar seu psicológico.


  • Busca por segurança - evitar situações e buscar segurança toda vez que se sente mal faz com que você fique suscetível a ter uma crise de ansiedade. Por mais difícil que pareça e mesmo com todo o medo envolvido, é necessário se expor (de forma gradual e psicologicamente preparada) a situações que possam aumentar sua ansiedade e causar um ataque de pânico. Evitar é uma armadilha que te prende cada vez mais ao transtorno.


Cada um desses itens deve ser trabalhado terapeuticamente para que as crises de pânico diminuam e (se você não tem o diagnóstico da síndrome fechado) não evoluam para ele.

Alívio dos sintomas x Tratamento das causas

Muitas abordagens focam apenas no alívio dos sintomas — o que geralmente não é suficiente para tratar a causa, mantendo as crises ocorrendo em situações de maior estresse.


remedio para panico

A medicação ajuda a diminuir os sintomas, porém não te ensina a lidar com os ataques, muito menos com o que gera os ataques. Reduzir sintomas com medicação ajuda até certo ponto, mas não te torna mais seguro e nem ajuda a tratar a real causa do problema, mantendo você com um nível elevado de ansiedade.


A chave para o tratamento eficaz do Pânico, além de saber como sair da crise sem medicação e como lidar com os sintomas físicos, é aprender a tratar a CAUSA da ansiedade através de um acompanhamento psicológico especializado.


Causas da crise de pânico

Para você entender ainda melhor o que acontece, imagine que você sente seu coração batendo acelerado, sem causa aparente e isso lhe causa estranhamento. Esse sintoma de ansiedade é o gatilho para que você entre no Espiral do Pânico.


Você interpreta sua taquicardia como uma ameaça, isso te deixa mais ansioso. Sua interpretação faz com que você foque sua atenção no seu corpo, o que aumenta cada vez mais a sua ansiedade e faz com que mais sintomas apareçam, como formigamento ou tontura.


Por "lógica", você entende que "é pior do que você pensava" e que você vai "ter um AVC" ou algo assim, te deixando mais ansioso e fazendo você mergulhar de vez no Espiral do Pânico, gerando o ataque de pânico. Torna-se mais difícil de se acalmar e sair da crise. Se você quer aprender na prática a desarmar o Espiral do Pânico antes que ele domine você, clique aqui e entre em contato para agendarmos sua consulta.


O Medo de ter MEDO


Crise de pânico

Com o tempo, muitas pessoas deixam de temer apenas os sintomas físicos e passam a temer a própria possibilidade de uma nova crise. Esse fenômeno é conhecido como “medo do medo” e é um dos principais fatores de manutenção da síndrome do pânico. É natural que o indivíduo comece a adotar comportamentos de proteção, como forma de evitar novas crises ou minimizar seus efeitos.


Entre os mais comuns, estão:

  • evitar lugares ou situações que já foram associados às crises

  • manter atenção constante aos sinais do corpo

  • tentar controlar ou suprimir qualquer sensação considerada “estranha”

  • buscar segurança em pessoas, objetos ou locais específicos

  • necessidade constante de estar em locais considerados seguros


Embora esses comportamentos façam sentido no curto prazo, eles contribuem para a manutenção do problema no longo prazo. Isso acontece porque o cérebro passa a reforçar a ideia de que há, de fato, um perigo real que precisa ser evitado. Em outras palavras, quanto mais você tenta se proteger da crise, mais o seu sistema de alerta entende que precisa continuar ativo.



Por que entender não é suficiente para melhorar


Muitas pessoas que sofrem com pânico já buscaram informações, leram conteúdos, assistiram vídeos e, em algum nível, compreendem o que está acontecendo. Ainda assim, continuam vivenciando as crises.

crise de pânico sintomas

Isso ocorre porque o pânico não é sustentado apenas por um componente racional. Ele envolve:

  • padrões automáticos de interpretação

  • respostas fisiológicas condicionadas

  • comportamentos que reforçam o ciclo de ansiedade

Ou seja, não basta saber que “não há perigo real”. É necessário aprender, na prática clínica e sob supervisão profissional, a responder de forma diferente às sensações, aos pensamentos que surgem e vencer os medos que mantêm as crises.


Como ocorre a melhora


A melhora não está em eliminar completamente as sensações — até porque elas fazem parte do funcionamento normal do organismo. O que precisa ser modificado é a forma como essas sensações são interpretadas e respondidas e reduzir os medos, que geralmente disparam as crises.


Tratamento para ataque de panico

O processo terapêutico atua justamente nesse ponto, permitindo que a pessoa desenvolva:

  • uma compreensão mais precisa do que está acontecendo no corpo

  • uma mudança na interpretação dos sintomas

  • uma redução da resposta de medo diante das sensações

  • uma retomada gradual das situações evitadas

  • mudança no estilo de vida ansioso.


Com o passo a passo do tratamento clínico, o sistema de alerta deixa de ser ativado de forma desproporcional, e as crises tendem a diminuir tanto em intensidade quanto em frequência, desde que você siga e aplique as orientações individualizadas desenvolvidas para o seu caso



Tratamento da síndrome do pânico


É importante considerar a busca por ajuda profissional quando:

  • as crises se tornam recorrentes

  • há preocupação constante com a possibilidade de novas crises

  • começam a surgir comportamentos de evitação

  • a qualidade de vida está sendo impactada


Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as chances de uma recuperação mais rápida e consistente.


Mas existe algo que considero importante dizer.

Muitas pessoas que chegam até mim acreditam que estão condenadas a conviver para sempre com o medo das crises. Acreditam que nunca mais vão conseguir dirigir sozinhas, viajar, frequentar determinados lugares ou recuperar a tranquilidade que tinham antes.


Felizmente, essa não tem sido a realidade de muitas pessoas que decidiram buscar ajuda e aprender uma nova forma de lidar com o medo e a ansiedade.

O Tratamento Especializado que Você Precisa


A maioria das pessoas acredita que o problema é a crise. Mas ao longo de todos esses anos acompanhando pessoas com pânico e ansiedade, percebi que o maior sofrimento costuma surgir antes mesmo da próxima crise acontecer.


É o medo constante de que ela aconteça novamente.

O medo de sair sozinho.

O medo de dirigir.

O medo de viajar.

O medo de passar mal.

O medo de perder o controle.


E, aos poucos, não é mais a crise que limita a vida. É o medo.


Existe um padrão que se repete: quanto mais você tenta fugir do medo, mais preso a ele fica. Quanto mais aprende a enfrentá-lo da forma correta e com suporte profissional, mais recupera sua liberdade. Atendendo mais de 100 pacientes com pânico na clínica, pude estruturar um acompanhamento psicoterapêutico de alta qualidade focado em resultados consistentes.


Tratamento para panico

O meu atendimento psicológico online é pautado na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) — a abordagem considerada padrão-ouro pela ciência para o tratamento de transtornos de ansiedade e pânico. O processo é dividido em etapas estratégicas pensadas exclusivamente para a sua realidade:



  • Fase 01. Avaliação Inicial e Plano de Tratamento: Uma sessão dedicada a entender o seu histórico de ansiedade e traçar as metas terapêuticas.

  • Fase 02. Redução e Manejo das Crises: Sessões focadas em estratégias práticas para você desarmar uma crise sozinho e sem medicação, onde quer que você esteja. (4 sessões)

  • Fase 03. Prevenção de Recaídas: Fortalecimento psicológico para reduzir os sintomas físicos crônicos e diminuir drasticamente a incidência de novos ataques. (4 sessões)

  • Fase 04. Tratamento das Causas e Estilo de Vida: Investigação profunda dos gatilhos emocionais e reestruturação do estilo de vida ansioso para que o alívio seja definitivo. (6-8 sessões)


Para adequar ao seu momento, você pode realizar o atendimento psicológico tanto na modalidade de consulta avulsa de avaliação quanto em pacotes de tratamento estruturados, garantindo uma evolução previsível, segura e profissional.


Você não precisa continuar refém do seu próprio corpo, nem esperar a próxima crise acontecer para buscar ajuda. É plenamente possível recuperar a sua tranquilidade, voltar a dirigir, viajar e viver com leveza.


Dê o primeiro passo em direção à sua liberdade agora mesmo. Clique no botão abaixo para entrar em contato diretamente comigo pelo WhatsApp, tirar suas dúvidas sobre valores e agendar o seu horário.


3 comentários


marahordejuk55
26 de ago.

O que posso dizer...e que tufo o que li aqui faz parte da minha vida por anos. Nao consigo viver sem remedios que so macaram mas nao curam. Isso nao r vida!

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Ciao Amore
Ciao Amore
05 de jan.

Li do início ao fim. Me ajudou a compreender mais do que sinto.

Tenho ansiedade diagnosticada desde os 11 anos, e nesse ano de 2025 as crises do pânico se intensificaram.

Tentei enfrentar esse medo diversas vezes, mas chegou num ponto que estava cansada de fazer exercícios mentais toda noite para dormir bem. Ultimamente, busco evitar enfrentar esse receio, e como o artigo sugere: isso não é o correto a se fazer.

Tenho crises toda noite, e sempre à noite. Tenho perdas graves de sono por conta disso… Essa noite mesmo, alucinei coisas terríveis, e já não sei se é “só ansiedade”, como o artigo também cita…

De qualquer forma, esclareci muito do que vivo com esse texto, e tentarei…

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David Lito
David Lito
29 de dez. de 2025

Muito bom o artigo! Estou trabalhando o meu psicológico diariamente, é muito importante aceitar e fortalecer a mente.

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